(PT) 1. Bagru e os Chippa - a primeira paragem


O início de uma viagem à descoberta


A minha primeira paragem nesta viagem de descoberta foi Bagru - uma cidade nos arredores de Jaipur, no Rajastão - um dos centros têxteis da Índia.

Desde há pelo menos 400 anos, Bagru tem sido a casa do clã Chhipa.



A minha viagem começa em Bagru - uma cidade nos arredores de Jaipur, no Rajastão. Um dos centros têxteis da Índia, é conhecido há séculos pelo seu tingimento natural, impressão Syahi Begar, tingimento indigo e estampagem manual com blocos de madeira.


Desde há pelo menos 400 anos, Bagru tem sido a casa do clã Chhipa. - combinação das duas palavras Nepal Bhasa, chhi significa "tingir" e pa significa "deixar algo esticado ao sol".


Esta teoria etimológica é verdadeiramente compreendida quando que se caminha pelos vastos campos de secagem comunais, emChhipa Mohalla (o quarterião dos estampadores).


O ar está impregnado pela fragrância de tecidos a secar sobre a terra, e as paredes dos edifícios em betão são cobertos de laranjas, azuis, e rosas.


Onde quer que se va, em Bagru, ha sempre algo que nos faz parar!



Bem cedo pela manhã, estas foram as minhas "boas-vindas" em Bagru: campos cheios de tecidos coloridos a secar ao sol, por todo o lado! Não eram simples tecidos, mas lindos tecidos, com estampagens incríveis e tingimentos naturais (como o indigo). O cenário é extremamente colorido. Onde quer que eu vá, tenho que parar para apreciá-lo.


Sou recebida por Vijendra Chippa, da "Bagru Textiles", quem me fará a visita guiada.

"Bagru Textiles" alberga pelo menos dezesseis famílias, que trabalham regularmente como estampadores, tintureiros, escultores de carimbos, dhobiwalas (que se ocupam das lavagens de tecidos) e designers. Uma parte dos lucros da "Bagru Textiles" apoia iniciativas comunitárias dedicadas à comunidade Chhipa.


Os artesãos colocam tecido a tingir... O processo de tingimento pode ser repetido várias vezes até que a cor desejada seja alcançada.


Conheço, então, um dos fabricantes de blocos, que esculpe manualmente os blocos de madeira para estampagem. Ele mostra-me alguns dos blocos de madeira mais tradicionais para estampagem Bagru: como os três tipos de blocos usados ​​para diferentes etapas de impressão (foto superior direita), alguns muito detalhados e outros de coleções muito antigas, que foram passando de geração em geração.

Sou depois "apresentada" ao tabuleiro de estampagem, onde a tinta natural ou lama é colocada e onde o bloco de madeira absorve a cor ou a mistura. Nos estúdios de estampagem, tive a oportunidade de ver como a estampagem em si é feita. Longos tecidos, esticados sobre longas mesas, aguardam a sua estampagem, .


Bagru também é conhecido pelas suas estampagens geométricas.

Após essa etapa, os tecidos são tingidos e algumas cores naturais ficam diferentes perante a oxidação - o amarelo aqui (foto à esquerda) fica depois vermelho!




Sigo depois para a seção da técnica Dabu.


A estampagem Dabu é uma forma de arte muito morosa e meticulosa.


Em primeiro lugar, é necessária a pasta de lama resistente feita com argila preta de lagoas. O pó de trigo e a goma arábica são então adicionados, a fim de melhorar a aderência da pasta estampada com blocos ao tecido. E, finalmente, a água de cal é incluída na mistura, para evitar que a argila se quebre na parte estampada e para melhorar a aderência da estampagem ao tecido.



A pasta Dabu é colocada no tecido com um bloco de madeira talhado, mas outros objetos ou até mãos podem ser usados, dependendo da criatividade e dos efeitos de design desejados.



É, então, espalhada serradura sobre a estampagem húmida de Dabu e deixa-se a secar durante algumas horas.

Depois, o tecido é mergulhado numa solução de corante frio, geralmente indigo (o mais comum) - nesse caso, o resultado será um efeito de estampagem em branco sobre um fundo azul.



De regresso aos estúdios de estampagem da "Bagru Textiles", para experimentar eu mesma a estampagem com blocos!...















Parecia muito mais fácil do que eu pensava...


E o meu lenço Bagru está pronto! (Tenho vergonha de dizer quanto tempo levei para fazê-lo!... )




No final da minha visita à "Bagru Textiles" (onde pelo menos 16 famílias trabalham regularmente e cuja parte dos lucros apoia iniciativas comunitárias dedicadas aos Chhipa), Vijendra Chippa mostra-me alguns de seus produtos, de cores naturais, terminados.

Escolho então meticulosamente os meus primeiros items Mano Etna, para depois trazê-los a si! ...


(Clique nas imagens para visualizar os produtos na loja)



Agora, é hora de voltar para o meu hostel, em Jaipur, porque amanhã parto para Pushkar para mais descobertas! (veja as minhas próximas publicações no blog).


Diana

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